segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Vitrola: O efeito CéU

A céu aberto e com lua cheia, a cantora e compositora Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente CéU, fez seu show em Brasília nesta sexta-feira (28). Com uma profusão de sons - eletrônica, reggae, dub, afrobeat e samba, a cantora mostrou nova roupagem para canções como Concrete Jungle (Bob Marley), O Ronco da Cuíca (João Bosco/Aldir Blanc) e ainda arriscou um Martinho da Vila. Também apresentou sua veia autoral, como em Malemolência e Lenda.
Nos intervalos de uma música e outra, Céu declarava sua simplicidade ao dizer que gosta mesmo é de cantar em eventos assim “sem frescura, gratuitos, com gente bacana e o melhor, por uma boa causa” – os ingressos foram trocados por livros. Além da sensualidade, a cantora esbanjava simpatia e alto astral.
Ah, CéU informou durante o show de Brasília que tem um novo projeto, então, faço dela o meu pedido, apesar de saber que o blog não é tão visitado/prestigiado, porém os poucos leitores são de qualidade (puxa saco), rs. Produtores, tragam o novo show da cantora, pois motivos não faltam, como mostro a seguir.
Carreira
Não é à toa que CéU canta “Minha voz é o que me resta e rapidinho vai ecoar”. Logo de cara, com seu primeiro e único álbum homônimo, lançado no segundo semestre de 2005 pela Ambulante Discos (www.ambulantediscos.com.br) e Urban Jungle Records, em parceria com a Warner no Brasil, ela firmou seu nome aos poucos, até chegar aonde chegou, com disco lançado nos Estados Unidos, em parceria da Six Degrees Records com Starbucks, e apresentações com nomes como João Bosco. Também foi a primeira artista a cantar em outra língua que não o inglês a ser distribuída pelo selo da Starbucks, que conta com artistas como o ex-Beatle Paul McCartney. A cantora vendeu por lá em duas semanas quase 20 mil unidades de seu álbum.
Seu disco apareceu na primeira posição no ranking “Heatseekers”, "World Music" e "Independente" e na posição 57 do TOP 200 da Revista Billboard, nos EUA. Foi a posição nas paradas dos EUA mais alta já alcançada por um artista brasileiro desde Astrud Gilberto com "Garota de Ipanema" em 1963. Céu foi indicada ao Grammy Latino no ano passado, na categoria artista revelação e sua voz pôde ser ouvida no filme Cidade Baixa (2005), Não por Acaso (2007) e no antigo seriado global de Cidades dos Homens.
Primeiro ato
Conheci o trabalho da cantora por acaso, em janeiro de 2006, conversando com um amigo morador de São Paulo na época. Imediatamente, por curiosidade apenas, arrisquei colocar as palavras “cantora Céu” no tio Google. Acreditem, nenhuma referência sobre a moça apareceu. Parti para o plano B – lojas virtuais de CD’s, DVD’s e afins. Após longa busca finalmente achei na Fnac o cd da CéU. Arredia, para não dizer medrosa com essa história de comprar CD pela net, desisti da aquisição – oh céus.
Paralelo a tudo isso, tinha feito uma aposta com um amigo na qual se saísse vencedora ganharia dois Cd’s. Dito e feito, como era de se esperar venci, mas esqueci do meu “prêmio”. Sai com o amigo apostador e ele fez uma parada num shopping de Brasília e pediu que eu esperasse. Na volta adivinhem: ganhei o cd da CéU que não saiu do meu som!
sábado, 22 de setembro de 2007
Sem perder a emoção

Adoro receber convites para ir ao cinema. Antes de fazer terapia, costumava dizer que cinema era minha “válvula de escape”, e não deixa de ser até hoje. Nesta sexta-feira (21), recebi logo cedo um e-mail convite da minha amiga Manu com três opções de filmes. O primeiro “Bem-vindo a São Paulo”, o outro “Maria Bethânia – pedrinha de aruanda” e o terceiro “Mujeres Infieles” – em cartaz no Ciclo do Cinema Chileno.
Chegamos atrasadas (claro!) e corremos para assistir “Bem-vindo a São Paulo”. Confesso que tinha outra idéia do filme, com mais movimento e histórias que retratassem a vida corrida e individualista da cidade mais importante da América Latina – correspondente a 15% do Produto Interno Bruto (PIB), o que a torna a metrópole mais populosa do Brasil e a terceira do mundo depois de Tóquio e Cidade do México. Não foi bem assim. O filme mostra o lado triste daquela cidade, a solidão. Mas não é do filme que quero falar. Na verdade, foi uma desculpa para dizer o quanto lembranças boas o filme me trouxe.
Poucos sabem, mas meu pai é do interior paulista, Mirassol e cresceu na cidade vizinha São José do Rio Preto, cerca de 450 quilômetros da capital. Com três meses de idade eu viajei pela primeira vez a São Paulo, onde todos queriam conhecer o novo rebento da família Marques. Retornei com um ano de idade para ser batizada na Igreja S. Judas Tadeu e tive como padrinhos: tio Rubens (irmão do meu pai) e avó Amália (mãe do meu pai). a partir daí, eu e a família passamos as férias dos anos seguintes em São Paulo, o que aconteceu até meus 12 anos.
Definitivamente, o cinema e São Paulo mexem com as minhas emoções. Mesmo quando a sala é ruim, mesmo quando o preço é um abuso, mesmo quando o filme não corresponde às expectativas… Mesmo quando eu nem pensava em ir, como nesta sexta-feira, o cinema me chama e eu vou. Já Sampa, todas as vezes que visito aquela cidade vem à tona muito sentimento, em geral ligado a coisas mais primárias, que são a família e as primeiras experiências emocionais.
A música
Por ironia do destino, através da interpretação dos Demônios da Garoa, a música Trem das Onze (paulistaníssima) venceu o concurso de músicas carnavalescas no quarto centenário da fundação do Rio de Janeiro. Fuçando o site www.estacoesferroviarias.com.br, achei que a Estação do Jaçanã foi aberta em 1910, próxima ao Asilo dos Inválidos, no Guapira, aliás o nome original da estação. É a mais famosa das estações da Cantareira, pois foi a inspiração para a música Trem das Onze. Trem que, aliás, nunca existiu, pois o último trem saía às 20h30. A estação foi desativada em 1965, com o ramal, e foi demolida no ano seguinte. Hoje nada indica que ali um dia existiram trilhos ou uma estação. Ficava onde hoje está localizada a praça Comendador Alberto de Souza.
Bem-Vindo a São Paulo é uma produção da Mostra Internacional de Cinema em forma de criação coletiva, com assinatura dos seguintes cineastas internacionais convidados para o projeto: Phillip Noyce, Mika Kaurismäki, Jim McBride, Hanna Elias, Maria de Medeiros, Kiju Yoshida, Mariko Okada, Tsai Ming Liang, Ash, Mercedes Moncada, Franco de Pena, Andrea Vecchiato, Max Lemcke, Amos Gitai, Daniela Thomas e Wolfgang Becker. O filme é narrado por Caetano Veloso e tem trilha musical assinada por André Abujamra.
Sinto muito amor, mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã
Além disso mulher, tem outra coisa
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar
Sou filho único, tenho minha casa prá olhar
Não posso ficar, não posso ficar...
Não posso ficar nem mais um minuto com você
Sinto muito amor, mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã
Além disso mulher, tem outra coisa
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar
Sou filho único, tenho minha casa prá olhar
Não posso ficar, não posso ficar...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Shiii não conte pra ninguém...

Os Filhos de João se concentra em um dos períodos mais férteis da música brasileira, entre as décadas de 60 e 70. Neste período, João Gilberto, começou a conviver com os Novos Baianos e passou a ser uma espécie de guru do grupo. O trabalho conta com depoimentos dos integrantes do Novos Baianos - Moraes Moreira, Galvão, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi, Jorginho Gomes, Gato Félix, Bola Moraes e Charles Negrita - e de nomes como Tom Zé e Armandinho.
Teste de Audiência é um projeto que exibe, uma vez por mês, um filme brasileiro da nova safra, ainda em fase de finalização. A exibição é aberta e a platéia ajuda a equipe de produção a definir as estratégias de lançamentos mais adequadas. A Data UnB, empresa de pesquisa de opinião ligada à Universidade de Brasília, tabulou um questionário, que é respondido pelo público, formado por leigos e especialistas no assunto.
Por que aqui?
Brasília foi escolhida graças à quantidade de cinéfilos que vivem na capital, e a importância do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O mercado local apresenta excelentes resultados de vários índices, como venda total de ingressos, ocupação de poltronas, habitantes por sala, freqüência por espectador, etc.
Fica aqui o registro e a dica para apreciadores do cinema nacional.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Novos Bahianos
O filme relembra a trajetória do grupo Novos Bahianos e do músico João Gilberto, inspirador da tupre. Ah galerinha, a entrada é franca.
Eu vou lá conferir!
domingo, 2 de setembro de 2007

1 . Tenho muita saudade da época de criança. Chegar da escola, almoçar e dormir. Naquela época só os pais mandavam na gente, agora são as contas, bancos (...);
2. Sou movida a música. Ao acordar, durante o banho, de noite quando chego do trabalho, a qualquer hora!
3. Não tenho paciência para pessoas carentes, grudentas, melosas, dramáticas, problemáticas que dificultam a vida. Tudo bem, cada um tem seus momentos de crise, mas peraí, vamos manerar porque a vida já tem problemas reais e não tem espaço para os imaginários. Vamos ser felizes, ou então fica em casa trancado, como eu faço, rs;
4. São poucas as noites que durmo direto, sem acordar no meio da madrugada. Ah, e sempre com uma garrafa d'água ao lado, costume de criança que se consolidou em Brasília (maldita seca);
5 . Não gosto de gente "eclética" musicalmente falando. Não acredito nisso. "É uma questão de fé", né Chicote?!
6. Tenho exercitado dizer "não" às pessoas que gosto. Isso não quer dizer que deixei de apreciá-las ou algo parecido - questão de sobrevivência.
7. O última fato deixei para um registro familiar: Só o alô da minha mãe ao telefone já me tranquiliza.
Não vou passar adiante, porque não gosto de correntes. A corrente funcionaria da seguinte forma: escreva 7 fatos sobre a sua vida. Fique a vontade!
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
- Oi mãe!
- Oi minha filha, tudo bem?
- Estou bem e você?
- Também.
- O Vinícius está cada vez mais danado, você precisa ver. Passei o fim de semana com ele e seu irmão.
- Legal, o mano ficou de me enviar as fotos da festa junina na escolinha dele. Alguma novidade?
- Sim, resolvi vender a casa.
(silêncio) apesar de esperar isso há anos, aquela frase me assustou. Como assim? Ela está falando da casa onde nasci, cresci e guardo tantas lembranças. Onde ainda tenho um quarto, meu irmão também, fotos, livros, uma mesa de jantar, e o mais importante o cheiro da minha mãe – a essência da minha família. Foi naquela casa que cai da escada, que eu e meus irmãos jogamos ludo, war, banco imobiliário, eles me ensinaram a jogar videogame e ping-pong. Nossa, a mamãe ficava louca quando a gente jogava ping-pong. Foi o lugar onde meus sobrinhos cresceram, é onde realmente me sinto em casa! Essa casa foi transformada para abrigar uma família que cresceu com o tempo: eu, mamãe, papai, Fabiam, Rhober e Simone e depois os sobrinhos/netos e hoje só tem minha mãe e muito espaço. A decisão de vender é sábia, mas sacode uma história da qual tenho imenso carinho! Mas isso é ser gente grande – não olhar pra trás. As idas à Manaus não serão mais as mesmas.
Engoli o choro como nos tempos de criança e continuei a conversa...
- Poxa mãe, fiquei surpresa.
- Calma, não vai ser já.
- Eu sei, mas é difícil.
- Bem, é o melhor a fazer mesmo!
- O mano já sabe?
- Sim, conversei com ele.
- Tudo bem. Preciso desligar mãe? Beijo e te amo ta?!
- Te amo também. Fica com Deus.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Ufa!
domingo, 15 de julho de 2007
Perfeito Submundo
Matéria do jornal A Crítica - Manaus (AM)
Esse é o Adônis Perfeito em seu vídeo "Perfeito Submundo". Pra mim é o seu "tchonga" como a gente se chama, rs. Não vi o vídeo pronto, mas conheço a paixão pelo skate desse amigo amazonense que espero encontrar em breve. Aprovadíssima a iniciativa de exibição do filme em Manaus, que, sem duvida é sucesso garantido!!!
Quem é da terrinha sabe a dificuldade de patrocínio e divulgação da arte manauara, seja na música, teatro, cinema, dança... São iniciativas como esta que mudam aos poucos o cenário e a mente para a importância de apoiar e prestigiar uma arte só nossa, que vai além do boi bumbá Caprichoso e Garantido, que também amo!
sábado, 14 de julho de 2007
Abertura “musical” do Pan

Para quem gosta de cinema... categoria intenso
Aquele filme não sai da minha cabeça... Não, não estou parafraseando Zeca Baleiro. Nesta quarta-feira (11), fui ao cinema com a Manu e assistimos “Depois do Casamento.O filme tem muitos pontos que merecerem destaque. Um deles é a imagem da Índia. A fotografia é outro dos pontos positivos. Os takes do corpo são sensíveis e o movimento da câmera nos aproxima da cena e da vida dos personagens. Com vários predicados, “Depois do Casamento” é sensível e te faz oscilar entre a tristeza e a alegria mostrando contrastes sociais e retratando a delicada e nada fácil relação familiar.Uma palavra para o filme: intenso.
Depois do Casamento concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, em fevereiro. Perdeu, mas é bom, você vai ver.
Informações Técnicas
Título no Brasil: Depois do Casamento
Título Original: Efter brylluppet / After The Wedding
País de Origem: Dinamarca / Suécia
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Estréia no Brasil: 01/06/2007
Site Oficial: http://www.aftertheweddingmovie.com
Direção: Susanne Bier
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Vergonha nacional

Como jornalista acompanho e noticio a quase três anos ações de fiscalização e o resgate de trabalhadores rurais em situações degradantes e exploratórias. No dia 30 de junho, o Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou 1108 trabalhadores em condições análogas à escravidão na fazenda Pagrisa (Pará Pastoril e Agrícola S.A.), no município de Ulianópolis (PA). Os trabalhadores dormiam em alojamentos superlotados com esgoto a céu aberto, recebiam comida estragada, água sem condições de consumo, além de salários que chegavam a R$ 10,00 por mês.
Justiça
No dia 29 de junho a Destilaria concordou com Ministério Público do Trabalho (MPT) o pagamento de R$ 800 mil a título de danos morais coletivos em Confresa (MT). O pagamento será feito por meio da doação de terrenos que totalizam 16 mil metros quadrados, avaliados em R$ 432 mil, que deverão ser entregues em 60 dias. A empresa também terá que construir duas escolas nesses locais. O orçamento previsto para as obras está estipulado em R$ 368 mil, sendo que a primeira escola deve ser concluída dentro de um ano, e a segunda, em dois anos.
Lista Suja
O MTE atualizou no dia 10 de julho o Cadastro dos Empregadores flagrados explorando trabalhadores na condição análoga a de escravos, conhecida como "lista suja". A relação passa a ter 192 nomes, entre pessoas físicas e jurídicas. Cinqüenta e um nomes foram incluídos, houve a retirada de 22 empregadores. A listagem anterior possuía 163 proprietários.
O Pará é o estado com maior número de empregadores relacionados, seguido pelo Tocantins Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Rondônia, Piauí, Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas, Rio Grande do Norte e São Paulo. De 1995 até hoje, quase 26 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão pelos grupos móveis de fiscalização do governo federal.
Matéria e a lista está disponível no link:
Ong Repórter Brasil: http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1114
domingo, 8 de julho de 2007
Mais de CéU - Samba Na Sola
Matéria na Folha online sobre o sucesso da Céu: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u308951.shtml
Calço qualquer calo mesmo
Como bom guerreiro e lutador
Comigo não tem gravata
E se acaso pego o trem errado
Vou me embora, mas vou com louvor
E brasileiro sou
Do banjo e do pandeiro
Calço qualquer calo mesmo
Como bom guerreiro e lutador
Comigo não tem gravata
E se acaso pego o trem errado
Vou me embora, mas vou com louvor
E com sua permissão
Seu internacional
Longe de mim
Qualquer desfeita pega mal
Mais este dom é exclusividade
Samba na sola tem nacionalidade
Malemolência - cantora CéU
Você é a favor do voto facultativo?

Você acredita que, caso o voto facultativo seja implanto no Brasil, irá diminuir a cidadania ou se criará maior consciência do eleitor? O tema é polêmico e somente as situações sociais, históricas e políticas brasileiras devem determinar a decisão adotada pelo Brasil.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Ouvidos por aí...

domingo, 1 de julho de 2007
Visão
Vanessa Montenegro


