
A céu aberto e com lua cheia, a cantora e compositora Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente CéU, fez seu show em Brasília nesta sexta-feira (28). Com uma profusão de sons - eletrônica, reggae, dub, afrobeat e samba, a cantora mostrou nova roupagem para canções como Concrete Jungle (Bob Marley), O Ronco da Cuíca (João Bosco/Aldir Blanc) e ainda arriscou um Martinho da Vila. Também apresentou sua veia autoral, como em Malemolência e Lenda.
Nos intervalos de uma música e outra, Céu declarava sua simplicidade ao dizer que gosta mesmo é de cantar em eventos assim “sem frescura, gratuitos, com gente bacana e o melhor, por uma boa causa” – os ingressos foram trocados por livros. Além da sensualidade, a cantora esbanjava simpatia e alto astral.
Ah, CéU informou durante o show de Brasília que tem um novo projeto, então, faço dela o meu pedido, apesar de saber que o blog não é tão visitado/prestigiado, porém os poucos leitores são de qualidade (puxa saco), rs. Produtores, tragam o novo show da cantora, pois motivos não faltam, como mostro a seguir.
Carreira
Não é à toa que CéU canta “Minha voz é o que me resta e rapidinho vai ecoar”. Logo de cara, com seu primeiro e único álbum homônimo, lançado no segundo semestre de 2005 pela Ambulante Discos (www.ambulantediscos.com.br) e Urban Jungle Records, em parceria com a Warner no Brasil, ela firmou seu nome aos poucos, até chegar aonde chegou, com disco lançado nos Estados Unidos, em parceria da Six Degrees Records com Starbucks, e apresentações com nomes como João Bosco. Também foi a primeira artista a cantar em outra língua que não o inglês a ser distribuída pelo selo da Starbucks, que conta com artistas como o ex-Beatle Paul McCartney. A cantora vendeu por lá em duas semanas quase 20 mil unidades de seu álbum.
Seu disco apareceu na primeira posição no ranking “Heatseekers”, "World Music" e "Independente" e na posição 57 do TOP 200 da Revista Billboard, nos EUA. Foi a posição nas paradas dos EUA mais alta já alcançada por um artista brasileiro desde Astrud Gilberto com "Garota de Ipanema" em 1963. Céu foi indicada ao Grammy Latino no ano passado, na categoria artista revelação e sua voz pôde ser ouvida no filme Cidade Baixa (2005), Não por Acaso (2007) e no antigo seriado global de Cidades dos Homens.
Primeiro ato
Conheci o trabalho da cantora por acaso, em janeiro de 2006, conversando com um amigo morador de São Paulo na época. Imediatamente, por curiosidade apenas, arrisquei colocar as palavras “cantora Céu” no tio Google. Acreditem, nenhuma referência sobre a moça apareceu. Parti para o plano B – lojas virtuais de CD’s, DVD’s e afins. Após longa busca finalmente achei na Fnac o cd da CéU. Arredia, para não dizer medrosa com essa história de comprar CD pela net, desisti da aquisição – oh céus.
Paralelo a tudo isso, tinha feito uma aposta com um amigo na qual se saísse vencedora ganharia dois Cd’s. Dito e feito, como era de se esperar venci, mas esqueci do meu “prêmio”. Sai com o amigo apostador e ele fez uma parada num shopping de Brasília e pediu que eu esperasse. Na volta adivinhem: ganhei o cd da CéU que não saiu do meu som!
3 comentários:
Muito bom o show! Quando ela voltar, acompanhar-te-ei de novo!!!
Agora, a parte "como era de se esperar, venci"...vc é muito prosa mesmo heim!!! hehehe
Fico feliz que tenha gostado. Agora é esperar o novo show!!!
Em off vou te contar a aposta e vai ver que eu tinha tudo pra vencer kikiki.
Beijo,
Vanessa
Sinto o privilégio de compartilhar com os amantes da boa música o instante sublime da perfeita comunhão entre voz, notas musicais,arranjos, timbres, frequências e acordes.Massageando os meus ouvidos a cadência melódica me proporciona o deleite paradoxal de me despertar do mesmo, do trivial e me lançar a uma tal malemolência, quase adormecendo diante da delicadeza.Quero escutar de novo!!!
Obrigada aos céus, obrigada Céu.
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